Em uma parceria com o Banco do Nordeste Cultural, a Ufersa abre mais um novo espaço cultural no Prédio Central, sediado no Lado Oeste, do Campus Mossoró. Desta vez, uma nova sala está sendo preparada para receber exposições e atrações culturais rotativas. A primeira delas será a coleção do “Do sonho onírico, ao sonho material”, do artista Martim, que abre as portas ao público a partir desta quinta-feira, dia 14 de maio, às 9h30.
A iniciativa é um trabalho conjunto da Pinacoteca e Memorial da Ufersa – PIM, que já ocupa o Prédio, juntamente com a Pró-reitoria de Extensão e Cultura – PROEC da universidade. A galeria chega no contexto da participação da Ufersa na 24ª edição da Semana Nacional dos Museus, que acontece de 18 a 24 de maio.
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A obra de Martim nasce no entre-lugar do gesto e do delírio, da cor e do que escapa à vigília. Suas imagens atravessam muros e telas como fragmentos que emergem da penumbra do inconsciente. No centro de sua poética há uma obsessão: o onírico e o sonho. As pinturas de Martim não seguem escolas, mas atravessam o real em busca do que escapa.
O sonho e o delírio surgem como matéria viva, reinventando o surreal não como estilo, mas como força que rasga o cotidiano e abre fendas de mistério. Cada tela é convite a habitar mundos possíveis e impossíveis, onde vigília e imaginação se confundem em invenções de paisagens de enigma e vertigem.
Cada traço abre uma fenda no real, convidando o olhar a habitar mundos possíveis e impossíveis, onde vida e arte se confundem. O sonho e o onirismo, obsessão primeira do artista, desdobra-se em linguagem plástica. Em suas formas e cores pulsa sempre uma fresta de mistério, como se cada obra fosse um chamado a seguir sonhando de olhos abertos, habitando o impossível.
Aqui, Martim se aproxima do que Fred Moten e Stefano Harney nomearam como subcomum: um sopro que escapa às grades da ordem, onde corpos e pensamentos se encontram sem pedir licença, partilhando mundos possíveis em improviso, solidariedade e criação coletiva.
