O professor Rodrigo Codes, reitor da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, e o Comando Local de Greve do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Ensino Superior – Sintest-RN (Seção Sindical Ufersa) firmaram um Termo de Acordo de Greve que estabelece diretrizes para a manutenção de atividades essenciais durante o movimento paredista dos servidores técnico-administrativos.
O acordo assegura a continuidade de serviços indispensáveis ao funcionamento da instituição, que serão realizados em regime de revezamento nos setores em que houver adesão total à greve. Entre as atividades consideradas essenciais estão o tratamento e abastecimento de água, produção e distribuição de energia elétrica, segurança patrimonial e comunitária, manejo agropecuário, assistência médica, funcionamento de polos meteorológicos, além de serviços de tecnologia da informação, como acesso à internet, data center e sistemas institucionais. Também estão contempladas ações relacionadas ao pagamento de pessoal, bolsas e auxílios, bem como a fiscalização de contratos imprescindíveis à manutenção desses serviços.
O documento prevê ainda a possibilidade de inclusão de outras atividades essenciais, mediante solicitação das chefias e avaliação conjunta entre o Comando Local de Greve e a Gestão da Universidade. Outro ponto de destaque é a garantia de funcionamento da Comissão para Reconhecimento de Saberes e Competências do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (CRSC-PCCTAE), caso seja instituída durante o período de greve, permitindo a participação de servidores grevistas exclusivamente nas atividades da comissão, sem prejuízo da adesão ao movimento.
O coordenador-geral do Sintest em Mossoró, Fábio Araújo, comenta que o documento garante segurança jurídica e uma forma da gestão reconhecer a importância do movimento paredista para o cumprimento integral do acordo de 2024. “O CLG recebe com satisfação essa conciliação entre os TAE’s e a Gestão, formalizado pelo documento em que são definidos serviços essenciais, a forma e os meios em que serão executados” além de outros pontos.
Para o reitor Codes, a assinatura do acordo representa um esforço conjunto de diálogo entre a gestão universitária e a representação dos servidores. “Buscamos garantir sempre o equilíbrio entre o direito de greve e a manutenção dos serviços essenciais à comunidade acadêmica, porque entendemos a legitimidade da iniciativa pela busca por melhorias para a categoria e para a educação”.
O movimento paredista dos técnico-administrativos da Ufersa teve início em 23 de fevereiro, mobilizando a categoria em torno de pautas relacionadas à valorização profissional, condições de trabalho e avanços na carreira. Em março, a Reitoria emitiu nota de apoio ao movimento.
Acompanhe AQUI a implementação do RSC – PCCTAE na Ufersa.
