A Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) recebeu na última quarta-feira, dia 11, o Coletivo Revolucionário Socialista LGBTI+ do Rio Grande do Norte – CORES para debater a implantação de políticas de ações afirmativas que garantam a permanência de pessoas trans, travestis e não binárias na universidade.
O encontro, na Sala dos Conselhos, Prédio da Reitoria, reuniu o Gabinete da Reitoria, sob presidência do vice-Reitor, professor Nildo Dias, membros das pró-reitorias de Assuntos Estudantis, Graduação, da Coordenação de Ação Afirmativa, Diversidade e Inclusão Social – CAADIS, movimentos sociais, representantes do coletivo e do DCE da Ufersa.
Um dos pontos centrais apresentado pelo coletivo reivindica a implantação da política de cotas para as pessoas trans e, nesse sentido, foi sugerido propor ao Conselho Universitário – Consuni a discussão em torno de uma política, incluindo as vagas remanescentes. Também ficou estabelecido no encontro a formação de um grupo de trabalho para discutir condições de acesso e permanência dos estudantes transexuais na Ufersa.
A Ufersa já dispõe de uma resolução que estabelece normas e procedimentos a serem adotados para uso de nome social de pessoas travestis e transexuais nos registros funcionais e acadêmicos dos servidores, os representantes defenderam a possibilidade atualização dessa e outras normas institucionais, bem como a realização de uma pesquisa de caráter sociológico sobre as pessoas trans na Ufersa e a adoção de ações formativas para acolher pessoas trans, travestis e não binárias.
Para o vice-reitor, professor Nildo Dias, a pauta é de extrema importância para a instituição fortalecer a inclusão. “É necessário lutar pela permanência de todas as pessoas na universidade, o que é uma medida de reparação necessária frente aos danos causados por séculos de exclusão”.
