
Laboratório se consolidou como um espaço de troca de experiências e construção de estratégias voltadas às populações em situação de vulnerabilidade/Foto: Cedida
Com o objetivo de fortalecer parcerias institucionais, ampliar redes de pesquisa em Agroecologia e internacionalizar o Projeto Lavanderias Coletivas e Agroecológicas, o professor André Moreira de Oliveira, do Departamento de Ciências Agronômicas e Florestais, e a Dra. Jucirema Ferreira da Silva, coordenadora do Programa Semiárido Mais Científico da Fundação de Amparo e Promoção da Ciência, Tecnologia e Inovação do RN (FAPERN), participaram do XVIII Laboratorio di Formazione Italo-Brasiliano, ricerca e pratiche in salute collettiva 2026.

Integrantes da equipe da Rede Unida/Foto: Cedida
Promovido pela Rede Unida, o evento ocorreu entre os dias 4 e 19 de fevereiro, de forma itinerante, com atividades concentradas principalmente nas cidades de Bolonha e Parma, na Itália. O encontro reuniu autoridades, pesquisadores e profissionais de diversos países e continentes, com foco na saúde coletiva em sua dimensão ampliada, integrando saberes do campo, Agroecologia, Psicologia, Antropologia, Economia e Medicina.
Com o tema “Sistema, redes e práticas locais de saúde e democracia: da crise ambiental à livre determinação dos povos – desafios para as redes translocais”, o laboratório se consolidou como um espaço de troca de experiências multidisciplinares e construção de estratégias voltadas às populações em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

Apresentação do Projeto Lavanderias Coletivas e Agroecológicas/Foto: Assecom
“O laboratório é uma verdadeira conexão entre conhecimentos multidisciplinares, propondo experiências exitosas que podem servir de referência ou ser adaptadas a diferentes regiões, como o semiárido brasileiro e o semiárido de Myanmar. Trata-se de um espaço democrático, onde as discussões geram encaminhamentos concretos e ações voltadas para a inclusão social”, destacou o professor André Moreira.
Durante o evento, foi apresentado e debatido o projeto Lavanderias Coletivas e Agroecológicas, financiado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e pela Subsecretaria de Mulheres Rurais (SMR), sob coordenação do professor Nildo da Silva Dias. A iniciativa está sendo implantada em projetos de assentamentos rurais nos estados do Rio Grande do Norte, Piauí, Ceará e Paraíba.
Segundo André Moreira, as lavanderias representam uma tecnologia socioambiental inovadora, que promove a autonomia das mulheres camponesas, ao mesmo tempo em que fortalece a convivência sustentável com o semiárido. “O projeto integra segurança hídrica, com tratamento e reuso de efluentes, uso de energia solar como fonte renovável e estímulo à produção agroecológica familiar”, explicou.
“Trata-se de uma tecnologia socioambiental que promove a autonomia das mulheres camponesas e a convivência com o semiárido relacionadas com a segurança hídrica (tratamento de efluente), fonte de energia elétrica renovável (energia solar) e produção agroecológica familiar (reuso de água)” acrescentou o professor.
A participação no evento internacional amplia a visibilidade da iniciativa e abre novas possibilidades de cooperação científica, intercâmbio de experiências e fortalecimento de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável e à justiça social.