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Comunicação

Festival Literário Macambira se encerra com valorização a arte potiguar e resultado do Concurso Literário

Arte e Cultura 5 de dezembro de 2025. Visualizações: 291. Última modificação: 05/12/2025 13:28:22

No total foram lançados 10 livros pelo II Festival Literário Macambira, reforçando o papel da universidade e da editora com a publicização do conhecimento/Foto: Analice Sousa

Em seu último dia, o II Festival Literário Macambira continua na promoção de cultura e conhecimento, o evento é promovido pela Editora da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (EdUFERSA) e o Banco do Nordeste Cultural (BNB Cultural). No espaço entre a Biblioteca Central e o Restaurante universitário, a última noite do festival foi marcada por momentos culturais, lançamentos de livros e bate-papos.

A abertura da programação contou com a apresentação cultural da Banda de Música Monsenhor Militão Benedito de Mendonça, uma das mais antigas, tradicionais e oficialmente Patrimônio Cultural e Imaterial do Rio Grande do Norte. Seguido por uma apresentação de Vocal do Núcleo de Arte e Cultura da Ufersa, Programa de Extensão da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura.

Bate papo com o escritor/Foto: Analice Sousa

Logo após, foi dado continuidade ao lançamento dos livros da EdUFERSA, com mais 5 livros sendo expostos, um dos livros lançados foi Audiovisualidade Feminista, de autoria de Ady Canário e Daiany Dantas, sendo uma colaboração entre UERN e UFERSA, o livro nasceu da união das produções acadêmicas voltadas para o audiovisual numa perspectiva feminista e de interseccional das professoras. “São oito artigos resultantes de três mestrados, dois PIBICs, três artigos resultantes de projetos de extensão, muitos debates envolvendo cineclubismo e produção audiovisual, sobretudo regional, feita aqui no Rio Grande do Norte, no Nordeste e por mulheres”, comentou Daiany Dantas, professora do Departamento de Comunicação da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte.

“O diálogo acontece também não só na extensão, mas na pesquisa é esse estreitamento de relações entre nós através de nossos projetos com os nossos alunos e alunas, principalmente para dar visibilidade às mulheres e às mulheres negras nessa intersecção de gênero, raça e classe e no nosso caso, do Coletivo Negras, nos interessa refletir também sobre a presença da mulher negra no audiovisual”, complementou Ady Canário, professora do Departamento de Ciências Humanas da UFERSA, também coordenadora do Coletivo Negras, projeto de extensão da universidade.

Dalva bibliotecária da EdUFERSA/Foto: Analice Sousa

Para Dalvanira Rodrigues, bibliotecária da Editora da Universidade, as Editoras Universitárias são de suma importância para a publicação e divulgação do conhecimento criado dentro da instituição. “A editora é responsável por toda a publicação técnico-científica da instituição. Então, os docentes, discentes e os técnicos-administrativos procuram e a EdUFERSA faz a publicação desses livros. É uma oportunidade para nós conhecermos novas pesquisas, novos estudos, então, é muito importante divulgar toda a produção científica da nossa comunidade acadêmica”, ressaltou a bibliotecária.

No total foram lançados 10 livros pelo II Festival Literário Macambira, reforçando o papel da universidade e da editora com a publicização do conhecimento que é disseminado dentro dos espaços da universidade.

Seguindo a programação, foi momento do lançamento do livro “Compassos autobiográficos: trajetória de vida e trabaljo”, de Passos Júnior, jornalista da instituição. O livro foi lançado de forma independente pelo escritor e jornalista no festival, e conta sobre sua trajetória de vida e trabalho perpassando por 4 décadas de jornalismo potiguar.

Jornalista Passos Jr/Foto: Analice Sousa

Para o escritor, o Macambira é uma excelente oportunidade para quem escreve poder divulgar o seu trabalho. “Aqui em Mossoró tem essa efervescência cultural, muita gente escrevendo e  para mim é um espaço que faltava para Mossoró. Eu acho que as pessoas, da universidade, da comunidade acadêmica e também a sociedade mossoroense devem prestigiar o Festival Macambira para que ele fique cada vez mais forte”, enfatizou o jornalista. Confira AQUI uma matéria sobre o livro.

Voltando para mais um momento cultural com o Núcleo de Arte e Cultura (NAC), agora foi o momento do Coral, com 16 participantes e um maestro, unindo suas vozes em mais um momento de cultura no festival.

No último bate-papo do II Festival Literário Macambira, com a temática “A escrita como poética de si”, contado com a mediação de Karla Costa, professora adjunta do Departamento de Linguagens e Ciências Humanas do Campus Caraúbas, com o convidado Victor Vidal, escritor do livro “Não há pássaros aqui”, ganhador do Prêmio Leya 2023.

Bate papo com o escritor Victos Vidal/Foto: Analice Sousa

O bate-papo foi uma conversa com o autor para compreender sobre o desenvolvimento e história de seu livro, além da poética como uma extensão do que você é, para Karla o momento vai ser importante para conversar com o autor sobre seu livro e de onde vem sua escrita. “Abordamos sobre o processo de escrita do Victor, como é que ele compôs e sobre as personagens, que ele cria e são personagens muito reais e significativas. E sobre o sentido de pensar a escrita como uma poética de si e do outro, porque quando a gente fala da gente e um escritor como o Victor, ele coloca na literatura e a gente se identifica com aquelas vivências. Então é também uma representação das nossas experiências ali”, destacou a professora.

Victor Vidal, em sua primeira visita a Mossoró, reflete que o momento é encantador, além de ser um momento para ampla divulgação e conversação sobre sua escrita e sua poética. “Espero apresentar e conseguir mais leitores que se interessem pela história e conversar um pouco sobre os temas do livro. Mesmo em trabalhos de ficção como o meu que não tenho nenhuma nada parecido com as personagens, ainda bem porque são histórias terríveis, porém toda vez que as pessoas comentam sobre os personagens, as situações do livro, eu eu sinto que estou falando da minha vida, porque cada palavra tem um eco da minha trajetória e eu acho muito interessante conversar sobre, não só sobre os meus processos criativos, mas o de todo mundo”, enfatizou Victor.

Bia Gurgel encerra o Festival Literário Macambira/Foto: Assecom

Partindo para um dos momentos mais esperados da noite, a divulgação do resultado do II Concurso Literário da EdUfersa, que vai gerar um livro com os contos, crônicas e poemas selecionados, o quantitativo foi de 12 contos, 10 crônicas e 41 poemas aprovados. Confira a relação completa de textos selecionados na página da EdUfersa ou no instagram @editoraufersa. O concurso teve como foco autores do Rio Grande do Norte, buscando revelar novos talentos e incentivar a literatura no estado.

O encerramento do Macambira foi em ritmo de MPB com a apresentação da cantora mossoroense, Bia Gurgel, que além trazer uma composição autoral , apresentou grandes clássicos da música nacional, incluindo, o tradicional forró nordestino. A segunda edição do Festival Literário Macambira encerrou com uma apresentação cultural da artista potiguar Bia Gurgel, encerrando de forma bela um evento que incentivou a literatura, o conhecimento e a arte. O Festival se consolida como um dos principais espaços de valorização da literatura e das expressões artísticas no Semiárido.