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Comunicação

Fórum reforça luta por mais recursos e equidade na Assistência Estudantil da Ufersa

Ensino, Estudante, Gestão 13 de novembro de 2025. Visualizações: 231. Última modificação: 13/11/2025 13:48:23

Reitor Rodrigo Codes ressalta o esforço institucional para garantir que a permanência dos estudantes seja prioridade, mesmo diante das limitações financeiras/Foto: Eduardo Mendonça

Os irmão Marcos e Biapino encantaram a plateia na abertura/Foto: eduardo Mendonça

Após passar pelos campi de Angicos, Caraúbas e Pau dos Ferros, o III Fórum de Assistência Estudantil da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) chegou ao campus sede, em Mossoró, reunindo estudantes, gestores e convidados em um amplo espaço de escuta e debate sobre políticas voltadas à permanência estudantil. A abertura do evento contou com a apresentação dos irmãos cantores mossoroenses Marcos Azevedo e Bipiano Neto, trazendo um tom de celebração e inclusão para o Fórum.

A abertura teve como palestrante convidado o professor Sandro Ferreira, da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e, presidente do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Estudantis (Fonaprace), que apresentou um panorama das desigualdades regionais e dos desafios enfrentados pelas Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) do Nordeste. Segundo ele, ainda há muito a ser feito para garantir que os recursos cheguem de forma mais justa às universidades da região. “A Universidade, como a Ufersa, que tem 12 mil estudantes e recebe 10 milhões, está visivelmente deficitada, se comparada com outras universidades. A principal luta é recompor o orçamento e rediscutir a forma de distribuição desse bolo, porque somos penalizados duplamente: o recurso é pouco para todos e, ainda assim, mal distribuído”, destacou o professor Sandro.

Professor Sandro ressalta a importância da luta por mais recursos na assistência estudantil/Foto: Eduardo Mendonça

O palestrante também enfatizou a importância da regulamentação da nova Lei da Assistência Estudantil, que precisa, segundo ele, “ganhar efetividade” e corrigir lacunas históricas. Ferreira lembrou ainda o papel estratégico dos estudantes e das entidades de representação no avanço dessa pauta. “As universidades brasileiras não avançam se não valorizarem a assistência estudantil, porque a maioria dos nossos alunos depende dela para permanecer e concluir os cursos”, afirmou.

Durante o fórum, o reitor da Ufersa, professor Rodrigo Codes, apresentou dados sobre o orçamento e as ações da gestão voltadas à política estudantil. Ele ressaltou o esforço institucional para garantir que a permanência dos estudantes continue sendo prioridade, mesmo diante das limitações financeiras. “Aqui na Ufersa nós temos um orçamento de 10 milhões e meio de reais para assistência estudantil. No entanto, precisaríamos, minimamente, de 15 milhões e meio. A gestão entra com mais 5 milhões, mas ainda é insuficiente. Só o restaurante universitário, nos quatro campi, custa cerca de 7 a 8 milhões por ano”, explicou o reitor.

Reitor Rodrigo Codes comemora aprovação do PAE na atual gestão/Foto: Eduardo Mendonça

Codes destacou ainda avanços recentes, como a aprovação do novo Programa de Assistência Estudantil (PAE), investimentos em esporte e aquisição de materiais esportivos após anos sem reposição. “Hoje, são aproximadamente mil alunos envolvidos em atividades esportivas. Esporte também é saúde e bem-estar”, pontuou o reitor, reforçando o compromisso com o fortalecimento das ações voltadas aos discentes.

Para o pró-reitor de Assuntos Estudantis, professor Álvaro Fabiano Macedo, o evento consolidou-se como um espaço democrático de construção coletiva. “As expectativas foram superadas. Tivemos participação massiva dos nossos alunos, muitas proposições e um diálogo aberto com a gestão. Foi um momento muito importante para o avanço da instituição”, avaliou.

Wilson Abrantes avalia reconhece importância da Ufersa para os jovens do interior/Foto: Eduardo Mendonça

Os estudantes também tiveram papel ativo nos debates. O representante Wilson Abrantes ressaltou a importância da moradia, da alimentação e dos auxílios para a permanência dos discentes de baixa renda. “A Ufersa é um mecanismo enorme de transformação no semiárido. Muitos de nós, vindos do interior, só conseguimos permanecer graças à moradia, aos auxílios e às bolsas. Temos orgulho dessa universidade e queremos continuar lutando por melhorias”, afirmou.

Ao fechar a série de encontros nos campi, o Fórum em Mossoró reafirma a relevância da política de assistência estudantil como instrumento de inclusão e democratização do ensino superior. Em meio a desafios orçamentários e reivindicações por maior equidade, a Ufersa segue, nas palavras do reitor, em “luta constante” junto à Andifes e demais instituições para garantir que cada estudante tenha condições dignas de permanecer e concluir sua trajetória acadêmica no semiárido potiguar.