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Comunicação

EdUfersa lança livro com textos inéditos do I Festival Literário Macambira

Arte e Cultura 29 de agosto de 2025. Visualizações: 550. Última modificação: 01/09/2025 09:59:10

Professor Ayala Gurgel, ressalta a importância da editora oportunizar escritores publicarem suas obras/Foto: Eduardo Mendonça

Celebração da palavra escrita nessa quinta-feira, 28, no Auditório da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Ufersa, em Mossoró. Em um clima de realização e reconhecimento, a Editora da Ufersa (EdUfersa) lançou a versão impressa do livro Macambira, obra que reúne textos vencedores do I Festival Literário Macambira, realizado em 2022. A coletânea, que já havia sido publicada em versão digital, agora ganha corpo físico com 5 crônicas, 13 poesias e 11 contos, revelando o talento e a diversidade da produção literária potiguar.

Apresentação cultural com performance artística/Foto: Eduardo Mendonça

O evento contou com apresentação cultural do DJ Cumpadi Caboco e do performativista Duar Duar, abrindo espaço para a multiplicidade de expressões artísticas, unindo música, dança e literatura no lançamento da obra.

Ayala Gurgel, coordenador da EdUfersa/Foto: Eduardo Mendonça

Ao recepcionar os participantes, o coordenador da EdUfersa, professor Ayala Gurgel, destacou o caráter pioneiro da iniciativa, que abriu as portas da universidade para escritores de fora dos muros acadêmicos. “Nós acreditamos muito em livros, e quem acredita em livros acredita também em autores e em autoras. Acreditamos, acima de tudo, em bibliodiversidade. Esse foi o grande desafio da EdUfersa: acolher não apenas produções técnicas, mas também a literatura da comunidade externa. Quando vocês submeteram seus textos, não enviaram apenas palavras, mas emoções, sonhos, críticas e esperanças. Devolvemos isso em forma de um livro de excelente qualidade”, afirmou.

Reitor Rodrigo Codes ressalta importância do Festival Literário/Foto: Eduardo Mendonça

Ayala Gurgel ressaltou ainda que a experiência do Festival Macambira nasce com DNA coletivo, citando a contribuição de Sale Mário Gaudêncio na concepção do projeto, e anunciou que as inscrições para a segunda edição já estão abertas até o dia 8 de setembro, com expectativa de ser ainda maior.

O reitor da Ufersa, professor Rodrigo Codes, reforçou a importância da produção cultural no âmbito da universidade e lembrou o reconhecimento nacional que a instituição já conquistou na área gráfica. “É uma alegria poder participar desse momento. O projeto gráfico da nossa editora foi destaque no Prêmio ABEU, concorrendo com grandes universidades como USP. Isso mostra que a Ufersa também se projeta nacionalmente pela sua qualidade editorial. Retomamos recentemente o Núcleo de Arte e Cultura, com mais de 540 vagas abertas, mostrando que a universidade também pulsa em arte, literatura e cultura”, celebrou.

Vanessa Nogueira, escritora/Foto: Eduardo Mendonça

ESCRITORES – Se a fala institucional mostrou o alcance do projeto, os depoimentos dos escritores deram vida à dimensão pessoal da conquista. Para Vanessa Nogueira, uma das selecionadas na categoria crônica com “Conversa de calçada”, a seleção foi um marco em sua trajetória. “Eu já tinha o sonho de escrever, mas essa foi a primeira vez que vi meu texto reconhecido. A minha crônica nasceu da rotina do pós-pandemia, de conversas simples sobre perdas, dificuldades e recomeços. Esse concurso foi um incentivo para continuar na literatura. Para mim foi um presente”, revelou em tom de agradecimento.

Passos Júnior publica primeiro conto/Foto: Eduardo Mendonça

Para o jornalista Passos Júnior, que apresentou o conto ‘Até que a morte nos uma”, o concurso representou uma oportunidade de se aventurar fora do jornalismo. “Apesar de escrever diariamente como jornalista, foi a primeira vez que submeti um conto a um concurso. O Macambira veio preencher uma lacuna para novos escritores. Meu texto fala de um amor incondicional, que quiçá, supere até a morte”, resumiu.

Edson Paiva, poeta cordelista/Foto: Eduardo Mendonça

O poeta Edson de Paiva Silva, que publicou “Inacabado”, destacou que o concurso se soma à sua trajetória de trovador e cordelista. “Me inspirei na vida e nas mudanças que vivemos a cada dia. Já tenho outras obras, mas participar do Macambira foi especial. Espero estar nas próximas edições, junto com esse grupo de escritores maravilhosos”.

Aluísio Alves, aproveitou a oportunidade para mais uma publicação/Foto: Eduardo Mendonça

Já o escritor Aluísio Alves, autor da poesia “Contradição”, ressaltou que a motivação veio do desejo de levar a palavra adiante. “Minha poesia fala sobre liberdade e aprisionamento, uma crítica simbolizada pela imagem de alguém pedalando livremente enquanto carrega um pássaro preso. Foi a paixão pela poesia que me impulsionou a participar. Esse reconhecimento reforça que a poesia precisa ir ao mundo”, adiantou o poeta.

O lançamento de Macambira não foi apenas a entrega de um livro, mas a materialização de um espaço de escuta e acolhimento literário criado pela Ufersa. A obra se apresenta como vitrine de vozes múltiplas – da crônica do cotidiano à poesia crítica, do conto imaginado ao lirismo popular – reafirmando a crença na força da literatura como patrimônio coletivo.

Com o compromisso de manter viva a bibliodiversidade, a EdUfersa já prepara o próximo passo: o II Festival Literário Macambira, que promete ampliar ainda mais o campo de florescimento de novos e experientes autores. Confira AQUI o edital e participe.