
Inaugura em agosto de 2024, a Pinacoteca da Ufersa tem atraído muitos visitantes que procuram conhecer o potencial das artes plásticas do Rio Grande do Norte/Foto: Eduardo Mendonça

Antônio Victor, saiu refletindo sobre as obras/Foto: Assecom
“Saí pensando”. Essa foi à provocação despertada no estudante de ensino fundamental, Antônio Victor, de 13 anos, ao visitar pela primeira vez a da Pinacoteca da Ufersa, durante visita guiada comemorativa pelo primeiro aniversário ao equipamento de arte e cultura, na manhã desta sexta-feira, 15 de agosto. Não só Antônio, mas dezenas de outras crianças e adolescentes descobriram o potencial da arte potiguar, levando para casa mais que lembranças, muitas reflexões sobre a beleza e o poder da arte como instrumento de reflexão.

O andarilho de Mossoró recepciona estudantes/Foto: Eduardo Mendonça
Ao completar seu primeiro ano de portas abertas, a Pinacoteca e Memorial da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (PIM/Ufersa) celebra mais que números – embora eles impressionem: quase 10 mil visitantes desde a inauguração, em agosto de 2024. A festa, nesta sexta-feira (15), uniu música, arte e cultura popular, reafirmando o papel do espaço como referência no interior potiguar para a preservação e difusão das artes plásticas.
O acervo permanente reúne cerca de 500 obras, fruto de um comodato com a artista plástica Isaura Amélia, que prevê a guarda de 1.111 peças por 20 anos. Mas, mais que quantidade, o que marca a experiência de quem atravessa as portas da PIM é a qualidade da imersão cultural.

Reitor Rodrigues Codes prestigia aniversário da Pinacoteca/Foto: Eduardo Mendonça
O reitor da Ufersa, professor Rodrigo Codes, fez questão de prestigiar o evento e destacou o caráter transformador da iniciativa. “É o maior acervo do Rio Grande do Norte, que valoriza a arte e a cultura local, com obras majoritariamente de artistas da nossa terra. Já são mais de 10 mil visitações, e receber aqui alunos de escolas de ensino básico é fundamental. É uma forma de divulgar a universidade, a arte e a cultura. Quem sabe, no futuro, essas crianças estejam entre nossos estudantes”, avaliou o reitor Rodrigo Codes
Entre o público presente, predominavam jovens estudantes, muitos vivenciando pela primeira vez o contato tão próximo com a arte potiguar. Antônio Victor Rodrigues, do nono ano, se deixou levar pelas sensações provocadas pelas obras: “Fiquei animado, feliz, intrigado… fiquei pensando o que o artista pensou ao criar aquele quadro. E isso é bom: você sai pensando”.

Daiane descobre os talentos potiguares/Foto: Eduardo Mendonça
Maria Daiane Gomes Mendes compartilhou o encantamento, destacando o valor de conhecer a produção artística local: “Foi um grande enriquecimento de conhecimento. Às vezes, a gente só ouve falar de Van Gogh e outros nomes famosos da Europa. Aqui percebi que na nossa terra também há talentos incríveis”, revelou com ar de admiração pela descoberta.

Cecília adorou o encontro com as obras num só lugar/Foto: Assecom
Para a diretora da PIM, professora Tamms Morais, a comemoração é reflexo de um trabalho que vai além da exposição. “Hoje somos palco de ações de ensino, pesquisa e extensão. A Pinacoteca se tornou uma ferramenta pedagógica para Mossoró e região. E vamos fechar o mês com chave de ouro, trazendo para cá o Salão Dorian Gray, com mais de 100 artistas”, adiantou a diretora.
Na programação festiva, o público apreciou apresentações da Banda Fanfarra Treme Terra, da Escola Municipal Dinarte Mariz, e do espetáculo cultural O Andarilho de Mossoró e Caboclo Valente. A visita guiada pela diretora Tamms revelou não só as histórias por trás das obras, mas também o compromisso de um espaço que, em apenas um ano, já conseguiu provocar olhares curiosos, inspirar reflexões e enriquecer repertórios, especialmente entre os mais jovens.
Como resumiu a estudante Cecília Lamartini Xavier, da Escola Over. “É incrível ver tanta variedade, tantos estilos diferentes reunidos num só lugar. Isso ensina a importância da arte e como ela conta a história do nosso estado”. Entre cores, traços e formas, a Pinacoteca da Ufersa completa seu primeiro aniversário reafirmando o que a arte tem de melhor: a capacidade de transformar a forma como olhamos o mundo.