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Comunicação

Presidente do CNPq discute investimentos científicos em palestra de encerramento da Semana Universitária

Arte e Cultura, Assistência Estudantil, Campus Angicos, Campus Caraúbas, Campus Pau dos Ferros, Estudante, Extensão, Inclusão 13 de outubro de 2026. Visualizações: 56. Última modificação: 13/10/2026 12:04:08

Professor Olival Freire Júnior, presidente do CNPq, durante palestra de encerramento da 2ª Semana Universitária da Ufersa. Foto: Eduardo Mendonça/Assecom/Ufersa

“A formação do sistema de ciência, tecnologia e inovação no Brasil”. Esse foi o tema da palestra do professor Olival Freire Júnior, presidente do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), durante a 2ª Semana Universitária da Ufersa. O palestrante principal do evento falou a um auditório lotado sobre os desafios de manter ativo e produtivo o ecossistema que assegura a geração de conhecimento e o desenvolvimento no país.

Segundo Olival, é necessário que as instituições de pesquisa brasileiras trabalhem em diálogo para evitar a duplicação de ações, permitindo que os recursos sejam mais bem distribuídos entre iniciativas distintas. Em entrevista ao programa de rádio Ufersa no Ar, o presidente respondeu a questões relacionadas a outros dois pontos centrais desse debate: a assimetria na distribuição dos financiamentos para a Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) entre as regiões do país e a luta para inserir os pesquisadores na indústria.

Os melhores trabalhos apresentados na SEMIC são premiados. Foto: Eduardo Mendonça/Assecom/Ufersa

O presidente reconheceu que existe desigualdade na distribuição dos recursos de CT&I. Isso ocorre, segundo ele, devido ao processo de industrialização do país, que se concentrou, ao longo do último século, nas regiões Sul e Sudeste, em decorrência de decisões equivocadas dos governos da época. Contudo, ele lembra que as regras do novo FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) têm garantido a diminuição desse abismo ao exigir que ao menos 30% dos investimentos na área sejam direcionados às regiões Norte e Nordeste. Um exemplo disso são os editais de fixação de pesquisadores, que destinaram 49% dos recursos a essas regiões, além do Centro-Oeste.

A absorção de cientistas pelo setor produtivo continua sendo um dos maiores desafios do ecossistema de pesquisa no Brasil, segundo Olival Júnior. Para enfrentar o problema, editais específicos vêm sendo lançados para fixar profissionais qualificados tanto em indústrias quanto em órgãos estatais voltados à Pesquisa e Desenvolvimento (P&D).

Entre as iniciativas, o presidente destaca uma parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Norte (Fapern), que oferece bolsas atrativas para reter talentos no estado. Outra oportunidade em vigor é o edital de Recursos Humanos em Áreas Estratégicas (RHAE-IA), voltado à inteligência artificial. Nessa modalidade, as próprias empresas interessadas em inovar submetem os projetos. Caso sejam aprovados, elas passam a contar com bolsistas de mestrado e doutorado integrados diretamente às suas linhas de desenvolvimento.

Olival Júnior ressaltou, ainda, a importância das bolsas de Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora (DT), cujo foco principal é acelerar a transferência de resultados científicos diretamente para o mercado corporativo.

Professor Rodrigo Codes, reitor da UFERSA, destaca importância da SEMIC. Foto: Eduardo Mendonça/Assecom/Ufersa

Premiações e show de encerramento

Logo após a palestra do professor Olival Júnior, a organização anunciou os vencedores dos trabalhos apresentados na Semana em cada área do conhecimento. Também foram premiados os melhores trabalhos dos três núcleos de avaliação. Os discentes receberam como prêmio celulares cedidos pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PROAE).

Conheça AQUI todos os trabalhos premiados.

Mais de 440 trabalhos de Iniciação Científica dos campi de Mossoró, Angicos, Caraúbas e Pau dos Ferros foram apresentados durante a programação deste ano, que contou ainda com cerca de 180 avaliadores. Para a professora Liana Nobre, pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufersa, os discentes compartilharam resultados, ouviram contribuições dos avaliadores e exercitaram uma dimensão fundamental da pesquisa: comunicar o conhecimento que produzem.

Como parte da programação da 2ª edição da Semana Universitária, o reitor da universidade, professor Rodrigo Codes, iniciou sua fala defendendo o crescimento do evento e sua importância para a integração multicampi. “A Semana Universitária já é uma conquista da UFERSA, de todos os nossos estudantes, professores, técnicos, pesquisadores, gestores e parceiros de toda a comunidade que acredita na universidade pública, gratuita e de qualidade”, afirmou.

Cantora Khrystal encerra programação da II Semana Universitária, no Auditório-Teatro do Expocente. Foto: Eduardo Mendonça/Assecom/Ufersa

A programação da Semana Universitária foi encerrada na noite de sexta-feira, dia 9, com a apresentação da cantora potiguar Khrystal, no Auditório-Teatro do Expocenter, em uma edição excepcional do projeto Quinta do Encanto, uma iniciativa da Ufersa com o BNB Cultural.

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