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Comunicação

UFERSA amplia graduação, fortalece pesquisa e avança na recomposição do quadro de servidores em dois anos de gestão

Gestão 4 de setembro de 2026. Visualizações: 23. Última modificação: 04/09/2026 18:28:36

Professores Rodrigo Codes, reitor, e Nildo Dias, vice-reitor. Foto: Eduardo Mendonça/Assecom/Ufersa

À frente da Universidade desde agosto de 2024, reitor Rodrigo Codes e vice-reitor Nildo Dias destacam expansão acadêmica, investimentos, infraestrutura, assistência estudantil, inovação, extensão e cultura como marcas do biênio.

Dois anos depois de assumirem a Reitoria da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), o reitor Rodrigo Nogueira de Codes e o vice-reitor Nildo da Silva Dias apresentam um balanço marcado pela expansão da oferta de graduação, pela recomposição do quadro de servidores e das funções gratificadas e cargos de direção, pela ampliação dos investimentos em pesquisa e pós-graduação, pela retomada e execução de obras estruturantes e pelo fortalecimento da assistência estudantil, da extensão, da cultura e da inovação.

O período iniciado em agosto de 2024 também foi marcado pela articulação com o Ministério da Educação (MEC), órgãos de fomento, bancada parlamentar, governo do estado do Rio Grande do Norte, instituições nacionais e estrangeiras e diferentes setores da sociedade.

Uma das principais conquistas do segundo ano de gestão foi a recomendação, pelo Ministério da Educação, de 10 novos cursos de graduação e 320 vagas por meio do Programa Universidades Transformadoras. A expansão alcança os quatro campi e amplia a presença da Ufersa em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento regional, a inovação e a inclusão.

No Campus Mossoró, serão ofertados Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Inteligência Artificial e Ciência de Dados e Ciências Aeronáuticas. O Campus Angicos receberá Matemática, Ciências Biológicas e Pedagogia. Em Caraúbas, serão implantados Pedagogia Bilíngue e Bacharelado em Letras-Libras. Já Pau dos Ferros contará com Inteligência Artificial e Ciência de Dados. A expansão soma-se à implantação do Curso de Psicologia, em Mossoró, concretizando um processo iniciado em 2020, quando foi constituída a comissão responsável pela elaboração do PPC.

Reitor Rodrigo Codes em apresentação institucional de números da Ufersa. Foto: Eduardo Mendonça/Assecom/Ufersa

Aliada a esse crescimento, outra grande conquista está na Gestão de Pessoas da Ufersa, que chega aos dois primeiros anos com 94 novos servidores empossados, sendo 48 técnico-administrativos e 46 docentes.

O resultado, entretanto, deverá ganhar uma dimensão ainda maior nos próximos meses. A Universidade recebeu 136 novos códigos de vagas para servidores técnico-administrativos e 31 para docentes além de 33 já garantidos até o final do ano para implementação dos cursos recomendados no programa Universidades Transformadoras, totalizando 200 códigos. Trata-se da maior distribuição de códigos de vagas já recebida pela instituição e cria as condições para a realização do maior concurso público da história da Ufersa.

A recomposição do quadro ocorre paralelamente a ações de valorização dos servidores. Entre os resultados estão a redistribuição de cargos e funções gratificadas, que elevou de 166 para 236 o número de funções gratificadas acumuladas pela Universidade, sendo conquistados nos últimos dois anos 70 gratificações, sendo 16 cargos de direção e 54 funções gratificadas. A capacitação de 537 servidores em 2025, a criação do Banco de Formadores, o reenquadramento das carreiras conforme a Lei nº 15.141/2025 e a implantação do Reconhecimento de Saberes e Competências para servidores técnico-administrativos são outras importantes conquistas.

Infraestrutura: recursos para revitalização do Prédio de Fitossanidade e entrega do Auditório do EXPOCENTER

Colação de Grau do Semestre 2026.1 foi evento teste do novo auditório da Ufersa. Foto: Eduardo Mendonça/Assecom/Ufersa

Entre os investimentos mais recentes está a liberação de R$ 2,5 milhões pelo MEC para a reestruturação e reforma do Prédio de Fitossanidade, no Campus Mossoró. O recurso representa o maior investimento orçamentário destinado à revitalização da edificação, uma das três construções mais antigas da Universidade e integrante do conjunto de prédios associados à antiga Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM).

A obra deverá contemplar recuperação estrutural, instalações hidráulicas, pintura, revestimentos e adequações às normas de acessibilidade. O prédio abriga laboratórios de diferentes áreas, além do Herbário Odaci Fernandes de Oliveira, que possui mais de 17 mil exemplares de plantas catalogadas. A previsão da Universidade é realizar a licitação ainda em 2026.

E, no mês de agosto, a Universidade recebeu a visita do Ministro da Educação Leonardo Barchini para a inauguração do Auditório Teatro do Expocenter, o maior espaço para eventos do interior do Rio Grande do Norte.

O investimento integra um conjunto mais amplo de ações de infraestrutura. No biênio, a Universidade retomou as obras do Parque Tecnológico do Semiárido, com orçamento superior a R$ 6 milhões; avançou na construção do Instituto de Popularização de Ciências do Semiárido (IMSA), do prédio de salas de aula e docentes do Campus Mossoró e da nova sede da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPPG).

Também foi entregue reformado o Prédio de Laboratórios de Química, Física e Matemática (LQFM), que permaneceu interditado por cinco anos. O Auditório Teatro do Centro de Exposições da Ufersa, após quase anos desde o início de sua obra, passou a receber atividades e eventos, consolidando o Expocenter como um dos principais complexos de eventos do interior do Rio Grande do Norte.

Na área de eficiência energética, quase R$ 1 milhão estão sendo aplicados na substituição de 532 luminárias convencionais por equipamentos LED nos campi Angicos, Caraúbas e Pau dos Ferros. A Universidade também mantém o projeto Vila Verde, que já promoveu o plantio de mais de 550 mudas nas proximidades das moradias e prédios institucionais.

Pesquisa e pós-graduação: mais de R$ 26 milhões captados

Reunião de planejamento do Projeto Semiárido Mais Científico.

A pesquisa e a pós-graduação estão entre as áreas que registraram maior crescimento no período. Nos dois anos, a Ufersa contabiliza mais de R$ 26 milhões captados para pesquisa, pós-graduação, infraestrutura científica e internacionalização.

Desse total, destacam-se R$ 11 milhões destinados ao Programa Semiárido Mais Científico, desenvolvido em articulação com a Fundação de Amparo e Promoção da Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio Grande do Norte (FAPERN), considerado o maior programa de fomento à pesquisa e pós-graduação da Universidade.

Também foram captados quase R$ 11,2 milhões para infraestrutura de pesquisa, por meio da ampliação de três propostas aprovadas pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), além de R$ 440 mil pelo Pró-Equipamentos/CAPES e R$ 4,4 milhões destinados à participação da Ufersa, pela primeira vez, em duas redes do programa CAPES-Global.edu, coordenadas pela Universidade de São Paulo (USP) e pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

Em 2026, a Universidade ampliou para R$ 200 mil o investimento direto no apoio à publicação de artigos científicos e destinou R$ 351 mil a 25 projetos de pesquisa, sendo 17 pelo Programa Institucional de Apoio à Pesquisa (PIAP) e oito pelo programa Rosas do Semiárido, voltado ao fortalecimento da participação feminina na pesquisa.

A pós-graduação também recebeu 41 novas bolsas do CNPq, sendo 35 para mestrado e seis para doutorado, representando aporte estimado em R$ 3 milhões. A Ufersa alcançou ainda a marca de 39 bolsistas de Produtividade em Pesquisa do CNPq, com crescimento da participação feminina de 18% para 23%. Seis programas de pós-graduação tiveram elevação de conceito na avaliação da CAPES, enquanto o programa de Fitotecnia manteve conceito 6 e Ciência Animal alcançou o conceito 6.

Outra novidade foi a implantação, pela primeira vez, do Cartão Pesquisador, instrumento voltado à execução mais ágil dos recursos destinados às atividades de pesquisa.

Internacionalização: novos acordos e maior presença estrangeira

Reitor Rodrigo Codes em agenda na China. Foto cedida

A internacionalização também avançou no biênio. A Universidade assinou 18 novos acordos de cooperação internacional nos últimos dois anos, número que representa mais da metade de todos os acordos atualmente vigentes na instituição.

A Ufersa passou a receber delegações acadêmicas de países como China, Itália, Cuba, Guiné-Bissau e Polônia e implantou o curso de Língua Portuguesa para Estrangeiros, além de retomar a oferta de Inglês e Espanhol pelo Centro de Línguas do Semiárido (CELIS).

Entre as parcerias estratégicas está a cooperação com a China Agricultural University para implantação, em Apodi, da primeira Residência Tecnológica de Mecanização da Agricultura Familiar da América Latina.

Assistência estudantil e inclusão

Restaurante Universitário será ampliado. Foto: Eduardo Mendonça/Assecom/Ufersa

A assistência estudantil também esteve entre as prioridades da gestão. A Universidade instituiu uma nova Política de Assistência Estudantil, ampliando para 14 modalidades de bolsas e auxílios, com destaque para a Bolsa de Desenvolvimento Técnico-Científico e o Auxílio Cultura. Ao longo do período, foram destinados mais de R$ 15 milhões à assistência estudantil.

Entre as ações de apoio à permanência estão ainda a aquisição de 100 colchões, 20 máquinas de lavar, 10 refrigeradores e 100 ventiladores para as residências universitárias.

Na inclusão e acessibilidade, a aprovação da Política de Inclusão e Acessibilidade para Pessoas com Deficiência e com Necessidades Específicas estabeleceu novas diretrizes institucionais. O número de estudantes atendidos pelas ações de acessibilidade teve um crescimento de 71%.

Extensão e cultura: universidade mais próxima da sociedade

Memorial da Ufersa é entregue no projeto de expansão dos espaços culturais do Prédio Central. Foto: Eduardo Mendonça/Assecom/Ufersa

Nos dois anos, a Ufersa ampliou para mais de R$ 900 mil o volume financeiro destinado a editais de fomento a projetos e eventos de extensão. As ações extensionistas alcançaram milhares de pessoas no período.

Entre as novas iniciativas está o projeto Seja Ufersa, que leva a Universidade às escolas públicas para apresentar os cursos de graduação e aproximar estudantes do processo de ingresso pelo SiSU. A instituição também recebeu, pela primeira vez, o programa Asas para o Futuro, desenvolvido em parceria com o Ministério das Mulheres e com ações nos quatro campi.

A gestão também trabalha na construção da Política de Curricularização da Extensão, a partir do Laboratório de Curricularização, que promove oficinas nos campi e unidades acadêmicas.

Na cultura, foram retomadas as atividades do Núcleo de Arte e Cultura (NAC), com 914 vagas ofertadas nos quatro campi. O Prédio Central passou a concentrar uma programação cultural ampliada e recebeu novas salas de exposição em parceria com o Banco do Nordeste. Em menos de um ano, 14 exposições de curta e longa duração circularam pelo espaço.

O Memorial da instituição também foi entregue e passou a integrar o projeto da Pinacoteca da Ufersa. O espaço já recebeu mais de 8 mil visitantes. A programação cultural inclui ainda o projeto Quinta do Encanto, com apresentações mensais gratuitas e abertas à comunidade acadêmica e à sociedade.

Inovação: criação da Inova Ufersa e do Parque Tecnológico

Visita técnica e assinatura do contrato para retomada das obras do parque Tecnológico da Ufersa. Foto: Eduardo Mendonça/Assecom/Ufersa

A política de inovação ganhou uma nova estrutura institucional com a criação da Agência de Inovação – Inova Ufersa e do Parque Tecnológico do Semiárido – PqTec Semiárido, aprovados pelo Conselho Universitário em agosto de 2026. As duas unidades passam a integrar os Órgãos Suplementares vinculados à Reitoria.

A medida fortalece o ecossistema de inovação da Universidade e amplia a articulação entre pesquisa, desenvolvimento tecnológico, empreendedorismo, setor produtivo e sociedade.

Os indicadores de propriedade intelectual também registraram resultados expressivos. Segundo dados do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), referentes a 2025, a Ufersa foi a instituição brasileira com o maior número de depósitos de programas de computador e ficou em quarto lugar no indicador de Modelos de Utilidade. Do total de 386 propriedades intelectuais do portfólio da instituição, 155 foram registradas em 2025.

No mesmo ano, foram realizados 25 pedidos de patentes, superando o recorde anterior de 22 depósitos, registrado em 2023, além do primeiro registro de desenho industrial da história da Universidade. Os registros de software chegaram a 220.

Planejamento, orçamento e desenvolvimento institucional

Reuniões de elaboração do PDI da Ufersa. Foto: Eduardo Mendonça/Assecom/Ufersa

O crescimento acadêmico e científico foi acompanhado pela ampliação da capacidade de captação de recursos. Os recursos extraorçamentários passaram de pouco mais de R$ 8 milhões em 2024 para quase R$ 23 milhões em 2025.

Em 2025, a Ufersa movimentou mais de R$ 400 milhões na economia do Rio Grande do Norte por meio da folha de pagamento, contratos de pessoal terceirizado e serviços. Desse montante, cerca de R$ 380 milhões circularam na economia de Mossoró e aproximadamente R$ 5 milhões em cada um dos municípios onde estão localizados os campi fora da sede.

As descentralizações por meio de Termos de Execução Descentralizada (TEDs) também cresceram: de pouco mais de R$ 8 milhões em 2024 para quase R$ 23 milhões em 2025. Os recursos viabilizaram, entre outras ações, obras do PAC, construção de prédios acadêmicos e administrativos, aquisição de equipamentos e programas de ensino, pesquisa e extensão.

No planejamento institucional, a Universidade avançou na construção do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2026–2030, elaborado a partir de diagnósticos, levantamento de dados e escuta dos setores acadêmicos e administrativos. A proposta reforça a perspectiva de planejamento participativo e democrático para os próximos anos.

Dois anos de uma gestão multicampi

Assembleia Universitária, em 2025, celebra os 20 anos da Ufersa. Foto: Eduardo Mendonça/Assecom/Ufersa

Ao completar dois anos, a gestão Rodrigo Codes e Nildo Dias apresenta um conjunto de resultados que atravessa as diferentes dimensões da Universidade: expansão da graduação, recomposição do quadro de servidores, funções gratificadas e cargos de direção, investimentos em pesquisa e pós-graduação, assistência estudantil, infraestrutura, inovação, extensão, cultura e internacionalização.

Para o vice-reitor Nildo Dias, a atuação da Universidade deve permanecer vinculada à sua função social e à capacidade de transformar a realidade dos estudantes e dos territórios onde está inserida. A perspectiva, segundo ele, é fortalecer uma educação pública, gratuita e de qualidade no interior do Estado, garantindo acesso, permanência e oportunidades.

A gestão também reafirma como princípio a participação da comunidade acadêmica nas decisões institucionais. “A marca da nossa Gestão tem que ser a participação ampla, democrática e ativa pelo crescimento da universidade”, destaca o reitor Rodrigo Codes.

Com novos cursos, novos servidores, investimentos em ciência e tecnologia e uma agenda de obras e projetos estruturantes em andamento, a Ufersa chega ao terceiro ano da atual gestão com uma agenda de expansão que pretende consolidar os quatro campi e ampliar o impacto da Universidade no Semiárido.

Uma universidade não se mede apenas pelo tamanho de seus prédios, mas pelo tamanho do impacto que produz na vida das pessoas e a UFERSA tem cumprido seu papel transformando a vida de jovens e famílias por meio da educação

Rodrigo Codes, reitor da Ufersa

Reitor da Ufersa, professor Rodrigo Codes assina Pacto pela Educação.