O III Seminário Paulo Freire
será realizado nos dias 23, 24 e 25 de setembro de 2026, em Angicos, reafirmando a importância da cidade na história da educação brasileira e mantendo viva a memória da experiência das 40 Horas de Angicos. O evento nasce da inquietação e da necessidade de construir um espaço de diálogo com e para a comunidade, aproximando universidade, cultura popular e sociedade e rompendo com o academicismo tradicional de congressos, seminários e simpósios.
Neste ano, o Seminário traz como tema “Educação que une, cultura que transforma e esperança que floresce”, resultado da construção coletiva de professores, estudantes, artesãos e da comunidade de Angicos e região.
A iniciativa teve início em 2024, com a temática “103 anos ensinando, emancipando e resistindo”, marcada pela inauguração do Bosque Paulo Freire e pela abertura da exposição “Memórias autobiográficas dos ex-participantes das 40 Horas de Angicos”.
Para 2026, a proposta avança novamente, fortalecendo a participação da comunidade e valorizando os saberes, as manifestações culturais e as experiências que fazem parte da história do município e da experiência das 40 Horas.
Programação – A programação começa no dia 23 de setembro com o acolhimento geral. À tarde, o Cortejo Cultural sairá do Clube Municipal de Angicos em direção à Praça Capitão José da Penha, reunindo escolas, artistas locais, grupos populares, fazedores de cultura, poetas, repentistas e a comunidade, em uma celebração da diversidade da cultura sertaneja. À noite, após o credenciamento no Memorial Paulo Freire, haverá um momento cultural e a inauguração de um monumento em homenagem ao educador, seguida da abertura solene e da mesa dialógica “De Angicos ao mundo: educação que une, cultura que transforma e esperança que permanece”, com a participação da professora Maurilane de Souza Biccas, da USP, e do professor César Nunes, da Unicamp, com mediação da professora Aparecida Fernandes, do IFRN Parnamirim e da Cátedra Paulo Freire RN.
No dia 24, a programação será dedicada ao diálogo com os ex-alunos, à exposição e às oficinas. A manhã começa com momento cultural e a atividade “Angicos Fala: Memória Viva, Letramento e Vida Após as 40 Horas”, reunindo alunos da experiência de 1963, seguida pela inauguração de uma exposição com os participantes das 40 Horas e pelo lançamento de livros. À tarde, estão previstos o projeto SEBRAE e a atividade “Ler o museu, ler o mundo”, além das oficinas “Os saberes de Angicos: aprender com o território, com o povo, com a cultura”, organizadas em quatro eixos que contemplam saberes ancestrais, corpo e expressão popular, artesanato e economia criativa, além de artes visuais, imagem e narrativa. Entre as atividades estão medicina popular, cultivo de ervas medicinais, cultura do mato, capoeira e maculelê, literatura de cordel, macramê, bonecas, bordado, pintura, desenho, xilogravura e criação de jogos e narrativas. O dia será encerrado com uma visita ao monumento das 40 Horas de Angicos, no Pico do Cabugi, e, à noite, com a Noite Cultural, que reunirá a Feira de Cultura Popular e o Cine na Praça com a exibição de “Lendo o Mundo”, de Catherine Murphy.
No dia 25, último dia do Seminário, a programação será voltada às experiências de transformação da educação e ao compromisso coletivo com a educação popular. Pela manhã, serão realizadas as mesas dialógicas “As escolas que se transformam, a escola que se faz” e “Educação popular viva: experiências que nascem do território”, seguidas de lançamento de livros. À tarde, o público participa do “Círculo de Cultura: educadores em diálogo”, do Café em Roda e da atividade “Esperançar em Angicos: celebração, síntese e compromisso coletivo”, que encerra os debates do evento. O III Seminário Paulo Freire será concluído com a apresentação do Trio de Sanfoneiros, no Memorial Paulo Freire, reafirmando a proposta de unir educação, cultura, memória e comunidade em torno do legado de Paulo Freire em Angicos.