O campus mossoroense da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) sediou o segundo dia da II Assembleia Permanente do Clima do Rio Grande do Norte – II ASCOP. Estudantes, pesquisadores e representantes das principais instituições públicas de ensino superior do Estado debateram sobre mudanças climáticas e foram apresentados a projetos desenvolvidos na universidade.
O evento acontece como uma extensão da Conferência Potiguar do Clima – COP, realizada em Natal no mês de abril. Segundo a coordenadora e idealizadora da conferência, Vânia Alberton, a assembleia foi criada como um espaço para discutir problemas regionais e suas soluções, que podem não receber a atenção necessária em outros momentos.
Tamms Campos, professora e pró-reitora adjunta de Extensão e Cultura (PROEC), cita como intuito do evento “provocar, discutir e refletir, fazer por onde a gente entenda e coloque em prática soluções para mitigar todo esse processo de mudanças climáticas que está acontecendo no Brasil e no mundo”. Algumas das instituições representadas no momento foram a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) e a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).
A primeira palestra da manhã foi ministrada pelo professor Paulo Tasso, que abordou mudanças e anomalias climáticas. Em sua fala, o pesquisador expôs também sobre o monitoramento feito na Ufersa de variáveis climatológicas.
Aprender novos conhecimentos para compartilhar foi a intenção de Kaio Mateus ao decidir participar da atividade. O estudante do curso de Gestão Ambiental da UERN explica seu pensamento sobre a importância de estudar sobre as mudanças climáticas aplicando na realidade. “Não adianta só pensar que está calor e não tem nada o que fazer, precisamos ter uma noção do que podemos fazer como sociedade para diminuir a poluição e, mesmo que minimamente, as ondas de calor”, diz.
Também estudante de Gestão Ambiental, Luiza Izabel expressa o seu interesse por entender os fenômenos que estão acontecendo no mundo e as possibilidades para impedir uma piora das condições climáticas. Ela classifica o evento como de suma importância para todas as idades, que necessitam ter consciência sobre a situação.
Coordenador do Setor de Produção de Mudas – Seprom/Ufersa, o agrônomo Giorgio Mendes prosseguiu com a programação da assembleia. “O planeta já está doente e a gente tem que se conscientizar, fazer alguma coisa para impedir o desmatamento e a poluição de forma que venha contribuir para o conforto térmico”, apela o palestrante.
O público do evento, em seguida, teve a chance de conhecer o espaço do Seprom. Para as atividades do evento, o setor doou cerca de mil mudas, que foram distribuídas e plantadas no bairro do Planalto ao fim da programação.