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Comunicação

Outubro Rosa: Eu venci!

Saúde, Servidor 15 de outubro de 2020. Visualizações: 657. Última modificação: 15/10/2020 16:31:04

A grande motivação de Elisângela André para enfrentar a doença esteve sempre centrada na fé e nas suas duas filhas/Foto: Cedida

No mês da campanha que busca conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, a Universidade Federal Rural do Semi-Árido traz um exemplo de enfretamento e vitória na luta contra essa doença que atinge uma em cada quatro mulheres diagnosticadas com câncer: Elisângela André.

A servidora que é assistente administrativa lotada na Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, descobriu o câncer de mama num dos momentos mais especiais na vida da mulher que é o da amamentação. “Estava me preparando para o retorno ao trabalho, ordenhando para deixar o leite para a minha segunda filha, na época, com apenas seis meses, quando senti um caroço bem duro no seio. Fui investigar e o diagnóstico foi câncer” recorda.

Depois do susto, conta Elisângela, o diagnóstico foi encarado com “muita fé em Deus e a certeza que seus planos pra mim eram os melhores”.  A grande motivação para enfrentar a doença esteve sempre centrada nas duas filhas. “O desejo de viver para cuidar delas” resumiu.

O apoio da família é muito importante/Foto: Cedida

Quem passa por uma situação semelhante sabe que a vida nunca mais será a mesma. Para Elisângela vencer o câncer também foi sinônimo de aprendizagem. “A primeira lição aprendida é que vida na terra se assemelha a uma neblina, um sopro. E a segunda lição é que sempre devo ser grata por ter passado por essa experiência” admite. Ela recorda que durante o tratamento conheceu outras mulheres que não sobreviveram ao câncer.

As dificuldades para quem enfrenta o câncer não são poucas, embora não seja uma questão de ser mais ou menos privilegiadas de que as outras mulheres. Para Elisângela o mais importante, além da fé em Deus, foi estar junto das pessoas amadas e cumprir o tratamento a risca. “E um momento de reflexão sobre a situação e também para se tirar lições positivas” acredita.

Elisângela André conta que durante o tratamento recebeu muito apoio, carinho e mensagens de colegas e amigos do trabalho o que a fez sentir acolhida. Para ela, a Campanha Outubro Rosa tem a sua importância quando propõe uma reflexão sobre o câncer de mama com o intuito da busca pelo diagnóstico precoce, contribuindo, desta forma, para a cura de muitas mulheres.

OUTUBRO ROSA – Na Ufersa a Campanha vem sendo coordenada pelas Pró-Reitorias de Gestão de Pessoas (Progepe) e Assuntos Estudantis (Proae) e vai prosseguir durante todo o mês de outubro. A ideia é levar informações relacionadas à conscientização e prevenção do câncer de mama. As postagens estão sendo veiculadas nas redes sociais da Universidade e também enviadas para o e-mail de toda a comunidade acadêmica.

A Campanha Outubro Rosa é um movimento internacional de conscientização para o controle do câncer de mama, criado no início da década de 1990 pela Fundação Susan G. Komen for the Cure. No Brasil, a campanha foi instituída pela Lei nº 13.733/2018, mas já vinha sendo desenvolvida desde o final da década de 1990.

O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres, no Brasil e no mundo, correspondendo a 25% dos casos novos de câncer a cada ano. Esse percentual é de 29% entre as brasileiras. O câncer de mama também acomete homens, representando cerca de 1% do total de casos da doença. O risco de um homem desenvolver um tumor mamário é de 1 em 1.000, enquanto nas mulheres é de 1 em 8. A descoberta do câncer nos homens costuma ser mais tardia, quando o tumor já está grande demais e se espalhou para outras áreas do corpo. Isso pode ser explicado devido ao fato de que as mulheres fazem exames preventivos para rastrear o câncer de mama e os homens não.

A campanha do Outubro Rosa busca provocar reflexões em mulheres e homens acerca da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Desse modo, a ação proposta pela Ufersa tem o intuito de promover a conscientização sobre o câncer de mama por meio da partilha de informações. A ideia é chamar a atenção para a importância do autocuidado, principalmente neste momento em que os tratamentos nos sistemas de saúde foram prejudicados e ainda estão sendo retomados por conta da pandemia da Covid-19.