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Comunicação

Semestre 2016.1 marca início das aulas para primeira turma de Medicina na Ufersa

Sem categoria 14 de julho de 2016. Visualizações: 9527. Última modificação: 15/07/2016 14:50:58
Parte das peças que serão usadas para as aulas do curso de Medicina |Foto: Eduardo Mendonça/Assecom/Ufersa

Parte das peças que serão usadas para as aulas do curso de Medicina |Foto: Eduardo Mendonça/Assecom/Ufersa

Na próxima segunda-feira, dia 18 de julho, a Universidade Federal Rural do Semi-Árido recepciona os estudantes dos cursos de graduação para o início das atividades do semestre letivo de 2016.1 nos campi de Mossoró, Angicos, Caraúbas e Pau dos Ferros. Desta vez, as portas da Universidade estarão abertas para também receber os estudantes da primeira turma do curso de graduação em Medicina, durante aula inaugural que acontece às 15h, no auditório da Pró-reitoria de Extensão e Cultura, campus Leste.

Em seguida, comunidade acadêmica e autoridades convidadas partem para a solenidade de entrega oficial da infraestrutura montada para as atividades iniciais do curso. A programação especial marca a realização do sonho de ingressar no ensino superior para 40 estudantes, bem como a concretização de uma longa jornada de preparativos da Federal Rural do Semi-Árido.

Prédio onde funcionará o curso de Medicina nos anos iniciais |Foto: Eduardo Mendonça/Assecom/Ufersa

Prédio onde funcionará o curso de Medicina nos anos iniciais |Foto: Eduardo Mendonça/Assecom/Ufersa

O curso de Medicina da Ufersa também é um marco para o modelo de formação dos profissionais da área. Serão mais de 9 mil e quinhentas horas de carga horária distribuídas em 12 semestres letivos, sendo que cada semestre é composto por 3 módulos, que devem agregar questões problematizadoras envolvendo a integração teórico-prático, desenvolvimento pessoal e prática comunitária.

Isso significa dizer que, desde o início da graduação, os estudantes terão acesso à rede local de saúde voltada para a atenção primária. O modelo atende às diretrizes do Programa Mais Médicos, do Governo Federal, que prevê uma estreita relação entre a Universidade e a rede local de atendimento, conforme estabelece o Contrato Organizativo de Ação Pública em Ensino e Saúde – COAPES.

Reunião da Comissão de Implantação do Curso de Medicina da Ufersa, em reunião, discute diretrizes para o Curso

Reunião com parte da Comissão de Implantação do Curso de Medicina da Ufersa, em 2015

Reitor José de Arimatea expõe trabalho da Ufersa em sessão solene comemorativa aos 10 anos de transformação da ESAM em Universidade/Foto: Eduardo Mendonça

Reitor José de Arimatea de Matos destaca trabalho da Universidade para implantação do curso | Foto: Eduardo Mendonça/Assecom

Quanto ao COAPES, a Ufersa sai na frente e já oferece um diferencial à comunidade, visto que o modelo assinado pela Instituição é pioneiro no Brasil na medida em que estende a parceria para também atender outras cidades da região. São mais de 30 municípios da circunscrição das segunda, sexta e oitava unidades regionais da Secretaria de Estado da Saúde Pública.

Para alcançar toda essa demanda, a instituição oferece uma estrutura robusta, sobretudo no quadro de profissionais. Desde março de 2015 a Ufersa já efetivou 17 professores com especialidades em medicina da família, cirurgiões, ginecologia, pediatria, psiquiatria, endocrinologista, medicina veterinária, fisiologia, odontologia, biomédico e clínico geral. A quase totalidade já vem com experiência na docência, sendo 3 doutores, 5 mestres e mestrandos e todos com residência médica.

Esses médicos e docentes, juntamente com uma equipe multidisciplinar do setor pedagógico, bibliotecários, administrativo e da engenharia, mantinham uma intensa rotina para organizar todos os preparativos até o início do semestre. Entre os pontos mais importantes vale destacar a aquisição de livros e a elaboração do Projeto Político Pedagógico – PPP, que detalha todas as diretrizes curriculares da graduação. Já no que tange à infraestrutura, de inicio, serão 4 salas reservadas para as tutorias, 4 laboratórios e uma vasta quantidade de peças de estudo.

Para o professor José de Arimatea de Matos, reitor da Ufersa, o inicio das aulas no curso de Medicina é uma conquista memorável para a Instituição. “A chegada de Medicina na Ufersa amplia nossa perspectiva de Universidade à medida que implantamos um curso com rigor de excelência primando por uma expansão não apenas quantitativa, mas, sobretudo com qualidade de ensino e pesquisa”, destaca.

Entrevista –

Andrea Taborda, professora do curso de Medicina da Ufersa |Foto: Eduardo Mendonça/Assecom/Ufersa

Andrea Taborda, professora do curso de Medicina da Ufersa |Foto: Eduardo Mendonça/Assecom/Ufersa

Envolvida desde o início nos trabalhos para implantação do curso de Medicina da Ufersa, a médica e professora Andréa Taborda Ribas da Cunha detalha nesta entrevista os diferenciais da metodologia adotada pela instituição. No começo deste ano, ela foi selecionada pelo Programa de Desenvolvimento Docente para Educadores das Profissões da Saúde, promovido pelo instituto americano FAIMER, com o projeto de intervenção de trabalho que contempla, além da Ufersa, a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN para capacitação docente em metodologia ativa de ensino da Medicina.

Qual será o perfil Pedagógico do curso? R – A comissão estruturou o Projeto-pedagógico de curso baseado nas novas diretrizes curriculares para Medicina e em conformidade com as orientações do Ministério da Saúde, fazendo articulações com serviços e levantamento das necessidades da comunidade local.

Quais foram os maiores desafios para a implantação do curso? R – Primeiramente o perfil do profissional médico que se quer formar e conseguirmos que seja voltado para áreas gerais. Depois a própria interiorização de uma medicina de qualidade e a articulação com a rede local como direciona o Ministério da Saúde. O novo perfil exigido para os professores, que devem estar em serviço e trabalharem a metodologias problematizadoras da realidade, também é um desafio.

Qual o diferencial dessa metodologia? R – Todos os novos currículos dos cursos de Medicina seguem as novas diretrizes curriculares, isso significa que devemos trabalhar com metodologias problamatizadoras da realidade, ou seja, com foco na atenção primária à saúde e ter o aluno inserido na rede desde o primeiro ano do curso de graduação. A prioridade é formar médicos generalistas.

Em termos de infraestrutura, o que se pode esperar do curso? R – A comissão para implantação do curso fez levantamento das necessidades estruturais a partir de visitas a outros cursos de excelência no Brasil. Conforme as orientações do Ministério da Saúde, a rede local de saúde também deve ser um campo de atuação dos alunos, então teremos a Universidade e à rede.

E com relação à comunidade, professora, de que modo irá ser beneficiada com a presença do curso? R – O curso de medicina que ocorre na rede de saúde local desde o início tem grandes possibilidades de qualificar a rede em infraestrutura e no aprimoramento profissional. Teremos professores e profissionais qualificados atuando nos serviços Isso gera inquietação, refletindo no atendimento à população, como já acontece com outros cursos de Medicina no Estado.

Os Pioneiros –

A chegada de Medicina amplia nossa perspectiva de Universidade à medida que implantamos um curso com rigor de excelência primando por uma expansão não apenas quantitativa, mas, sobretudo com qualidade de ensino e pesquisa

José de Arimatea de Matos, reitor
A primeira turma é composta por 40 estudantes selecionados pelo Sistema de Seleção Unificada – SiSU oriundos de diversos Estados do Brasil, sendo que a maioria é do Rio Grande do Norte e de Estados da vizinhança, como o Ceará.

Em contrapartida, Estados mais distantes do Semiárido também estão representados. Entre os que trocaram a cidade natal para apostar no futuro, está Jonnathan Câmara da Silva Vianna. Natural de São Paulo, ele tem 19 anos e é o primeiro dos 3 filhos do casal Cynthia Câmara e Robson Viana a deixa a casa dos pais. “Estamos felizes por, tão novo, ele ter passado em Medicina numa Universidade Federal”, comemorou o pai, em conversa por telefone.

Outro aspecto relevante está na quantidade de graduandos que voltam aos bancos da Universidade para cursar Medicina como uma segunda graduação.

Infográfico

Artigo –

Um dos docentes mais antigos do quadro de professores da Ufersa, o pró-reitor adjunto de Planejamento Moacir Franco de Oliveira integrou a comissão de implantação do curso de Medicina e, em artigo escrito anteriormente para as comemorações dos 10 anos de transformação da Ufersa, ele destacou o impacto da chegada do curso para o processo de amadurecimento institucional e acadêmico da Universidade, que se amplia cada vez mais para outras áreas do conhecimento, bem como a importância para a região do Semiárido.

Baixe e leia a íntegra do texto.

Fotogaleria –

Parte das peças que serão usadas para as aulas do curso de Medicina |Foto: Eduardo Mendonça/Assecom/Ufersa
Prédio onde funcionará o curso de Medicina nos anos iniciais |Foto: Eduardo Mendonça/Assecom/Ufersa
Parte das peças que serão usadas para as aulas do curso de Medicina |Foto: Eduardo Mendonça/Assecom/Ufersa
Um dos laboratório do curso de Medicina |Foto: Eduardo Mendonça/Assecom/Ufersa
Reunião com parte da Comissão de Implantação do Curso de Medicina da Ufersa, em 2013
Diego Vasconcelos é o primeiro professor a tomar posse para o curso de Medicina
Reitor José de Arimatea em uma das reuniões, em Brasília, para discutir curso de Medicina

Saiba mais –

DOU com a publicação de criação do curso
Conheça o Projeto Político Pedagógico do curso
Medicina lidera concorrência dos cursos na Ufersa
Página do curso