Estudantes de todo o Brasil estão na Universidade Federal Rural do Semi-Árido para discutir diretrizes de políticas públicas voltadas à diversidade sexual nas Instituições de Ensino Superior (IES), durante a realização do XII Encontro Universitário de Diversidade Sexual – ENUDS, que iniciou com a Plenária no começo da tarde de sexta-feira, dia 12, e segue até a próxima terça-feira, dia 16.
Programação Completa do Evento
A programação destes cinco dias de evento conta com mesas de debates, coletivos segmentados, apresentação de trabalhos, programação cultural e manifestações públicas tanto nas dependências da Ufersa quanto em espaços públicos de Mossoró. O evento reuniu mais de 500 estudantes oriundos de comitivas de 19 Estados do Brasil. A maior parte deles está alojada no Centro de Exposições e Eventos Enéas Negreiros – Expocenter.
“Tire seu discurso do caminho que eu quero passar com a minha luta!” é a temática norteadora do Encontro Universitário, que pela primeira vez está sendo sediado em Mossoró. Entre as pautas de orientação sexual, estão: Movimentos Sociais e Transversalidade e/ou interseccionalidade das Opressões; Diretos Humanos e Políticas Públicas para LGBTs e, Prática Fechativa.Não é suficiente ampliar o número de vagas. É preciso que todas as pessoas convivam em harmonia no ambiente acadêmico
Cláudio Muniz é estudante de Biblioteconomia e Documentação pela Universidade Federal Fluminense – UFF e preside a Comissão Nacional do ENUDS. Para ele, o principal objetivo do Encontro passa pela necessidade de fortalecimento das políticas públicas que assegurem a permanência dos estudantes na Universidade, independente da orientação sexual. “Não é suficiente ampliar o número de vagas. É preciso que os estudantes, seja qual for a sua orientação sexual, etnia, crença, enfim, todas as pessoas convivam em harmonia no ambiente acadêmico”, reforça.
Os encontros nacionais de universitário para a diversidade sexual é realizado desde 2003, marcando um olhar e uma ação alternativa àquelas oferecidas pelo movimento estudantil hostil como a homofobia, o machismo e a transfobia. Em 12 anos de luta, a discussão sobre gênero e sexualidade com o propósito de fortalecer os grupos e coletivos que se articulam em torno da temática tem sido o marco constante.

