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Comunicação

Pesquisa da Ufersa busca melhorar a produção de algodão colorido no Semiárido

Pesquisa 3 de dezembro de 2021. Visualizações: 295. Última modificação: 03/12/2021 11:49:05

Devido às condições do solo da região do semiárido é necessário um maior cuidado na adubação e garantir rentabilidade para a cultura do algodão/Foto: Assecom

Estudante de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Fitotecnia da Universidade Federal Rural do Semi-Árido está desenvolvendo uma pesquisa sobre adubação potássica no algodão colorido. A plantação está localizada na Fazenda Experimental da Ufersa, zona rural de Mossoró, e visa fornecer informações que possibilitem o adequado manejo de cultivares de algodão colorido no semiárido.

A pesquisa é feita com quatro cultivares de algodão/Foto: Assecom

O cultivo do algodão no Brasil se concentra na região do semiárido nordestino, onde as condições climáticas contribuem para que a planta se desenvolva. “Eu estou trabalhando com quatro cultivares diferentes de algodão colorido, a BRS Rubi, BRS Safira, BRS Topázio e BRS Verde e cinco doses de potássio”, conta a doutoranda Gisele Lopes dos Santos, “A partir desses tratamentos a gente visa avaliar a viabilidade econômica desse algodão produzido, o desempenho agronômico e também a eficiência dessas doses para o algodão colorido na nossa região semiárida”, ela expõe.

Devido às condições do solo da região do semiárido, é necessário um maior cuidado na adubação e garantir rentabilidade para a cultura. De acordo com Gisele, o potássio foi escolhido para se trabalhar, pois é o segundo nutriente mais absorvido pela planta do algodão, além de representar um importante nutriente tanto em aspectos de desenvolvimento da cultura, como em aspectos fisiológicos.

Gisele Santos é doutoranda no Programa de Fitotecnia da Ufersa/Foto: Cedida

Uma das principais vantagens do cultivo dessa espécie de algodão é que a planta representa uma boa alternativa ambiental e econômica. Isso se deve porque a planta dispensa a etapa de tingimento. “Essa etapa é conhecida por poluir o meio ambiente, pois são utilizados, além de corantes, muita água para fazer esse tingimento”, Gisele pontua.

A pesquisa tem a orientação do professor do Departamento de Fitotecnia, Dr. Aurélio Paes Barros Júnior. Segundo ele, esse estudo faz parte de um grande projeto, no qual já resultou em duas teses de doutorado, defendidas dentro da universidade, que experimentaram nitrogênio e fósforo no algodão. Além disso, o professor Aurélio ressalta a importância da academia para esse e outros estudos. “A pesquisa ainda é muito inicial para esse tipo de algodão. Tanto a cadeia agroecológica como o algodão colorido. (…) É muito importante porque é uma demanda que existe por parte dos produtores. Então é papel da universidade tentar atender os questionamentos e as dúvidas que vem na nossa cadeia produtiva”, relata. No momento, a pesquisa está se encaminhando para sua fase final, após a colheita no início de novembro. “A partir deste material, a gente vai encaminhar uma porção para a Embrapa, e lá serão realizadas análises de qualidade”, finaliza Gisele.